BOLETIM INFORMATIVO

Palavra Pastoral

O sofrimento do servo de Deus
Jó 2.7,8 “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.”
A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (At 28.16 ). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente.
Paulo, por exemplo, tinha o desejo de pregar o evangelho em Roma (Rm 15.22-29), e era da vontade de Deus que ele assim o fizesse. Quando, porém, chegou ali, estava algemado e ainda havia passado por reveses, tempestades, naufrágio e muitas outras provações. Embora Paulo fosse fiel, Deus não lhe proveu um caminho fácil e livre de problemas.
Nós, da mesma forma, podemos estar sob a vontade de Deus, sendo inteiramente fiéis a Ele, e mesmo assim sermos dirigidos por Ele através de caminhos desagradáveis, com aflições. No meio de tudo isso, sabemos, porém, que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28).
A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, devido a várias razões, como José, Davi, Jó, Jeremias e Pedro.
Mas por que o justo sofre?
São diversas as razões porque os crentes sofrem.  Os fiéis experimentam sofrimentos em decorrência da queda de Adão e Eva.
Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano (Gn 3.16-19).
A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12; ver nota). Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e uma nova terra (Rm 8.20-23).
(Continua).
Perguntas:
1) Já pensou na possibilidade de que os seus sofrimentos podem ser resultado da sua desobediência ao Senhor, e você não percebe? (2 Coríntios 10. 13 ao 15)
2) A que você atribui o seu sofrimento? (Apocalipse 2. 1 ao 4)
3) Você acredita ter uma vida reta, como Jó tinha?

 

Bíblia diária

2ª feira – Is. 55, 56, 57

3ª feira – Is. 58, 59, 60

4ª feira – Is. 61, 62, 63

5ª feira – Is. 64, 65, 66

6ª feira – Jr. 01, 02, 03

Sábado – Jr. 04, 05, 06

Domingo – Jr. 07, 08, 09

Período atual: Trigésima quinta semana

 

Missões e o mundo

Mais de 40 mil cristãos enfrentaram perseguição severa na Índia em 2019 – A perseguição ocorre de formas variadas, seja por isolamento social, interrupção de cultos, agressão, abuso sexual e até morte

Cerca de 66 milhões de cristãos vivem no país e a maioria experimenta algum tipo de perseguiçãoCerca de 66 milhões de cristãos vivem no país e a maioria experimenta algum tipo de perseguição

De acordo com relatos de parceiros locais da Portas Abertas, ao menos 43 mil cristãos na Índia experimentaram perseguição severa em 2019. Foram 43.392 cristãos envolvidos em 825 incidentes registrados ao longo do ano, variando entre isolamento social, interrupção de cultos em igreja com possibilidade de agressões, abuso sexual e até mesmo mortes. Esses foram apenas os primeiros incidentes relatados e, portanto, representam apenas a ponta do iceberg quando se trata da perseguição aos cristãos na Índia.

Aproximadamente 66 milhões de cristãos vivem no país e a maioria experimenta algum tipo de perseguição, que na maior parte dos casos é por meio de discriminação, mas pode haver tortura e morte em casos extremos. Sabe-se também que muitos incidentes ocorreram a cristãos que, no momento, não tinham contato com parceiros locais da Portas Abertas, já que grande parte vive de maneira isolada. Níveis menores de discriminação e abuso geralmente seguem sem relatos por serem uma parte considerada normal da vida.

Em 2019, houve relatos de 1.670 cristãos no país atacados fisicamente por causa da fé, inclusive 439 crianças. Dos oito cristãos mortos, um era uma mulher que foi morta pelo cunhado. Outra vítima foi um homem que voltava da igreja quando foi derrubado de sua moto e morto por um grupo pago por extremistas hindus. A esposa e o filho dele também estavam na moto e foram hospitalizados por causa do incidente.

Perseguição que vai além da violência física

Enquanto incidentes de violência são os mais chocantes, perseguição de formas não físicas podem ser igualmente difíceis. Um relatório cita uma viúva que teve trabalho negado por causa da fé, o que dificultou muito os cuidados com os cinco filhos. A Portas Abertas recebeu relatos de 1.133 cristãos sendo marginalizados por suas comunidades em 2019.

Já o ataque a igrejas parece ser uma das formas mais abrangentes de pressão e intimidação enfrentada pelos cristãos. Os relatos registraram 181 cultos interrompidos e 49 propriedades religiosas vandalizadas. Estima-se que os incidentes afetaram mais de 8,6 mil cristãos, já que o número de pessoas nos cultos nem sempre é conhecido, principalmente nos grupos pequenos.

Em alguns casos, igrejas foram incendiadas por extremistas, deixando os cristãos sem lugar para se reunir. Em diversos cultos interrompidos, cristãos foram ameaçados com violência caso continuassem a se encontrar ou agredidos apenas por estarem juntos. Isso gera nos cristãos um sentimento de que devem parar de se reunir por razões de segurança ou passam a se encontrar em segredo.

Campanha Global Índia
Nos últimos anos, uma das principais causas da perseguição é o avanço do hinduísmo extremista no país. Os nacionalistas hindus trabalham com o governo para uma completa hinduização da Índia até 2021. O discurso adotado é: “se você não é hindu, não é indiano”. Nesse cenário, até as crianças são atacadas. Com uma doação, você fornece itens básicos e estudo bíblico para cristãos na Índia, para que sejam fortalecidos diante da perseguição.

Fonte: Portas Abertas

 

Você já foi decantado?

Despreocupado esteve Moabe desde a sua mocidade, e tem repousado nas fezes do seu vinho; não foi mudado de vasilha para vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso conservou o seu sabor, e o seu aroma não se alterou. Jr. 48:11.

Desde tempos imemoriais, os vinhateiros têm procurado melhorar o buquê [aroma agradável] dos vinhos através da decantação – despejando-os de um recipiente para outro a fim de descartar a borra ou o sedimento. Diz-se que, se não são removidos, esses resíduos dão ao vinho um gosto ruim. Assim acontece na vida espiritual. Deus permite que sejamos decantados, não para prejudicar-nos, mas para aperfeiçoar nosso caráter.

Anos atrás, quando nossa família morou nas Ilhas dos Açores, observei o método que os fabricantes locais de vinho usavam para melhorar o seu assim-chamado “vinho de cheiro”. Enchiam barris com vinho novo e os suspendiam por correntes presas ao “chassi” de carroças. Ao andarem esses veículos aos solavancos pelas ruas de paralelepípedo, supunha-se que a agitação do álcool dentro dos barris melhorava o sabor da bebida. Depois disso, o conteúdo era decantado.

Não tendo jamais experimentado o produto desse processo, não posso garantir nenhuma melhora no sabor, mas afirmo que seu aroma podia ser percebido a uma razoável distância…

Nosso verso apresenta o pensamento de que os moabitas, não tendo nunca aprendido a dependência de Deus por não terem sido perturbados, não exalavam uma fragrância que Lhe fosse agradável. As experiências probantes, em si mesmas, não nos tornam aceitáveis a Deus. Tudo depende de como nos relacionamos com elas. A Bíblia Viva, em sua paráfrase de Hebreus 12:11, diz: “Não é nada agradável ser castigado, na hora em que está acontecendo – dói mesmo! Mas depois podemos ver o resultado: um crescimento tranqüilo, em virtude e caráter.”

Você já quis saber por que está sendo sacudido e decantado por provas sobre as quais não tem nenhum controle? Nada há de incomum ou “estranho” quanto a isso (1. Pe 4:12). Mas a questão é: Como se relaciona você com essas adversidades? Elas podem ensinar-lhe mais completa dependência de Deus, se você as encarar sob uma luz positiva.