Boletim #185 – 29/out/23

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Conhecendo a verdade para ser livre – Parte 41

Leitura da semana: Páginas 174 a 176 do livro “A Isca de Satanás” de John Bevere.

Texto bíblico para meditação: 1 Samuel 24.

Propósitos: Construir uma igreja obediente, unida e saudável emocionalmente. Por favor leia o texto do livro citado acima.

Amados, gostaria de tratar desse assunto com mais profundidade, focando a nossa libertação pessoal, que é o meu alvo principal – Levar o nosso povo a viver com a melhor qualidade de vida possível, pois já é notório que não é dinheiro que traz felicidade, mas um coração limpo, livre e cheio do Espírito Santo.

Quantas pessoas, sem perceber, criam alguma barreira contra outra? E se pensarem direitinho, sem existir um motivo real para isso. Algumas têm dificuldades porque, sem perceber, associam inconscientemente uma pessoa com outra que já lhe causou feridas, ou simplesmente não gostam de alguém por influência de terceiros.

Saul tinha mais motivos para amar Davi do que para odiá-lo, pois Davi resolveu, com a ajuda de Deus, um dos maiores problemas do rei Saul: “Golias”. Ele se tornou genro de Saul e deu a ele muitas vitórias, além de vencer outros gigantes, sem nunca ter se rebelado contra Saul.

O único problema foi que as mulheres do povo passaram a exaltar os feitos de Davi, mais do que os de Saul; então, todo o problema de Saul era o ciúme.

Gostaria que os amados fizessem uma reflexão – Se há pessoas em sua vida que lhe causam desconforto. E se existem, pergunte para si mesmo qual o motivo. Afinal, existe uma razão lógica e real?

O maior desejo do meu coração hoje é ver cada discípulo e os filhos espirituais da Comunidade Amai-vos, desfrutando de uma qualidade de vida completa, vendo a igreja unida e avivada na adoração e na paixão por almas, e desfrutando de uma vida familiar maravilhosa no Senhor.

Mas imagino que o diabo, com suas mentiras e setas que são lançadas no coração de alguns, rouba essa qualidade vida. Então gostaria de ensiná-los a se livrar dessas amarras do inferno, mesmo não sendo fácil (Leiam Efésios 6: 17).

Peço que usem o nome de JESUS quando qualquer pensamento os atormentar contra qualquer pessoa e, além disso, peçam ajuda e oração e, na medida do possível, vá até a pessoa com a ajuda de alguém para resolver o problema – E não descanse até resolver tudo, para que seja livre (Mateus 5.25). Pois enquanto não resolve o problema, você acaba levando seu adversário para cama, para os seus relacionamentos com as pessoas que você ama e até diante do Senhor. E dessa forma, sua qualidade de vida é roubada, sua vida espiritual fica com esse vampiro sugando suas forças, e nada em sua vida anda direito, porque em tudo que você poderia ter satisfação não consegue, porque é roubado pelas ofensas, rancor e mágoas. Então, você já não consegue rir direito e nem encontrar plenitude em nada!

Quero convidar minha igreja amada e noiva do Cordeiro de Deus a viver uma vida plena, intensa e cheia do Espírito, mas é necessário ter maturidade e grandeza para tratar de todos os seus parasitas e doenças de forma racional e sóbria, sempre pedindo ajuda, sem um pingo de vergonha.

Peço aos líderes da igreja que se disponham a ir com os discípulos aonde for necessário, para que resolvam essas questões.

Perguntas:

1. Você consegue perceber que algumas pessoas te causam desconforto quando estão perto, ou até quando ouve o nome delas? (Mateus 5:8)

2. Você é uma pessoa que vive plenamente e tem qualidade de vida? (Mateus 5:11- 12)

3. Você tem coragem de lutar para fazer o que é certo? (Mateus 5: 3)

É mais fácil ter coragem de fazer o que é errado do que fazer o que é certo, pois temos o apoio da carne e do ego para fazer o que é errado, e para fazer o certo humilhamos a ambos, exaltando assim o Senhor.

Para o pai que é sacerdote fazer em casa, com a sua família

CRONOGRAMA DA FESTA DOS TABERNÁCULOS
29/10 DOM: 19h Tabernáculos – Abertura
30/10 SEG: 20h Tabernáculos – Direção Homens da Luz (Rede de Homens)
31/10 TER: 20h Tabernáculos – Direção Rede de Crianças
01/11 QUA: 20h Tabernáculos – Direção Gaditas (Rede de Mulheres)
02/11 QUI: 20h Tabernáculos – Direção Ministério de Louvor
03/11 SEX: 20h Tabernáculos – Direção Salt Light (Rede de Adolescentes)
04/11 SAB: 20h Tabernáculos – Direção Jovens Go (Rede de Jovens)
05/11 DOM: 9h Escola Bíblica Dominical 19h / Tabernáculos – Encerramento

Outubro/2023
29 DOM
9h Escola Bíblica Dominical
19h Tabernáculos – Abertura
30 SEG
20h Tabernáculos – Direção Homens da Luz (Rede de Homens)
31 TER
20h Tabernáculos – Direção Rede de Crianças
Novembro/2023
01 QUA
20h Tabernáculos – Direção Gaditas (Rede de Mulheres)
02 QUI
20h Tabernáculos – Direção Ministério de Louvor
FERIADO: FINADOS
03 SEX
20h Tabernáculos – Direção Salt Light (Rede de Adolescentes)
04 SAB
20h Tabernáculos – Direção Jovens Go (Rede de Jovens)
05 DOM
9h Escola Bíblica Dominical
19h Tabernáculos – Encerramento
06 SEG
20h – SEPA: Seminário Pentecostal Amai-vos
07 TER
08 QUA
20h Culto de quarta-feira
09 QUI
19h45 Ensaio Ministério de Louvor
10 SEX
19h Jovem Fest (Abertura)
11 SAB
19h Jovem Fest
20h Culto Go!
12 DOM
9h Jovem Fest (Encerramento)
19h Culto Rede de Mulheres
13 SEG
20h – SEPA: Seminário Pentecostal Amai-vos
FERIADO MUNICIPAL: ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE CABO FRIO
14 TER
15 QUA
20h Culto de quarta-feira
FERIADO: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
16 QUI
19h45 Ensaio Ministério de Louvor
17 SEX
18 SAB
19 DOM
9h Escola Bíblica Dominical
19h Culto da Família
DIA DA BANDEIRA
20 SEG
20h – SEPA: Seminário Pentecostal Amai-vos
21 TER
22 QUA
20h Culto de quarta-feira
23 QUI
19h45 Ensaio Ministério de Louvor
24 SEX
25 SAB
26 DOM
9h Escola Bíblica Dominical
19h Culto dos Jovens
27 SEG
20h – SEPA: Seminário Pentecostal Amai-vos
28 TER
29 QUA
20h Culto de quarta-feira
30 QUI
19h45 Ensaio Ministério de Louvor
DIA NACIONAL DO EVANGÉLICO


Guerra entre Israel e Palestina completa 20 dias

A região que já vivia em conflito precisa mais do que nunca de nossas orações

Portas Abertas • 27 out 2023

Cristãos dos dois lados sofrem com mortes e ataques incessantesCristãos dos dois lados sofrem com mortes e ataques incessantes

No dia 7 de outubro, o grupo extremista Hamas lançou bombas no Sul de Israel. Desde então, o conflito que existe há 70 anos entre Israel e Palestina foi intensificado. Trocas de ataques causaram a morte de milhares de vítimas e inúmeros feridos e desabrigados.  

O reverendo John Angle, um parceiro inglês que trabalhou durante décadas com a Portas Abertas, viajou muitas vezes com o Irmão André, fundador da Portas Abertas, para Gaza. Eles eram bons amigos e o cristão ficou muito aflito com a intensificação do conflito que parece não cessar.  

John e a esposa hoje moram na Inglaterra e o líder cristão se aposentou. Eles planejavam visitar Gaza mais uma vez este ano, mas, por causa da guerra, a viagem foi adiada. No entanto, ele nos enviou uma carta no dia 19 de outubro com uma convocação à igreja global para que ore pelos cristãos afetados pela guerra entre Palestina e Israel. 

Ciclo de morte e destruição

“Ao invés de escrever essa carta, eu deveria estar no avião com minha esposa a caminho do aeroporto de Tel Aviv para visitar amigos e comunidades de ajuda emergencial a cristãos que apoiamos na região. Mas precisamos cancelar nosso voo e durante dez dias assistimos com o coração partido as notícias do terrível ciclo de morte e destruição de civis inocentes dos dois lados.  

“Em Gaza, mais de mil crianças foram mortas. Mantemos contato com nossos amigos na região por e-mail, mensagens e telefone. Eles nos contam como estão sofrendo, compartilhando seus medos e pedidos de oração. Ouvimos as histórias e testemunhos.   

“Enquanto escrevo essa carta, ouço as notícias do ataque devastador ao Hospital Al-Ahli. Eu conheço bem o local. Visitávamos com frequência o diretor do hospital e entregávamos insumos médicos. As pessoas se esconderam ali porque achavam que era um local seguro. Mas, naquela noite, centenas delas foram mortas e o prédio ficou muito danificado.  

Desabrigados e enlutados

“A casa de duas professoras cristãs que conhecemos em Gaza foram completamente destruídas, assim como muitas outras na região. Além da falta de abrigo, o fechamento da Faixa de Gaza limitou o acesso da população a eletricidade, combustível, comida, água e insumos hospitalares.  

“Quase todos os cristãos de Gaza estão abrigados no complexo de edifícios de duas igrejas locais. As famílias ficam abrigadas nas salas de aulas das escolas cristãs e em outros prédios do complexo.  

“Em Israel, a situação também é terrível. O Sul do país foi duramente impactado pelos ataques violentos do grupo extremista Hamas. Muitos estão enlutados por causa dos familiares e amigos mortos na guerra. Além disso, muitos israelenses foram levados como reféns do Hamas. A espera por notícias é angustiante para os familiares e o futuro parece muito incerto.” 

Contamos com sua ajuda em oração. Veja os principais pedidos de oração de cristãos na Palestina e Israel aqui.  


Por que a Amai-vos celebra a Festa dos Tabernáculos?

A Festa dos Tabernáculos (Sucôt ou Cabanas)

Fonte: Ministério Ensinando de Sião

Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de  maior significado profético. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

1 – SIGNIFICADO HISTÓRICO

“Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação: nenhuma obra servil fareis. Sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; no dia oitavo tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.

São esta as festas fixas do Senhor, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifícios e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.

Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; ao primeiro dia, e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia tomareis para vós outros fruto de árvores formosas, ramos de palmeira, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o Senhor, vosso Deus. Celebrareis esta como festa ao Senhor por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito: Eu sou o Senhor vosso Deus”. (Levítico 23.33-43).

A festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita era originalmente uma festa agrícola, assim como a Páscoa e Pentecoste. Apesar disso Deus lhe atribui um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento pelo Senhor. A fragilidade das tendas que o povo construía era uma lembrança da fragilidade do povo quando peregrinava os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.

A palavra “tabernáculo” origina-se da palavra latina “tabernaculum” que significa “uma cabana, um abrigo temporário”. No original hebraico a palavra equivalente é Sucá, cujo plural é Sucot.

A Festa dos Tabernáculos durava uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos.

É um tempo de regozijo e ação de graça.

Posteriormente, na história judaica, a Páscoa, Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário judaico de Festas de Peregrinos, porque nestas três festas era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo de Jerusalém. Nestas ocasiões o povo trazia os primeiros frutos da colheita da estação ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a Deus e o restante usado pelas famílias dos sacerdotes. Somente após essa obrigação ser cumprida era permitido usar a colheita da estação como alimento.

A ordenança de Deus para que o povo habitasse em tendas traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. Os rabinos falam da sucá como um símbolo de proteção divina. Em momentos de aflição pedimos ao Todo-Poderoso que nos “abrigue em sua tenda” (Salmo 27.5). A sucá é um chamado contra a vaidade e um apelo à humanidade. Mesmo o mais poderoso dos homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor: “seus servos, o estrangeiro, o orfão e a viúva que estiverem dentro dos seus portões”. (Deuteronômio 16.14).

Por ser pequena, sem compartimentos a sucá obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano.

De acordo com a Lei, a cobertura da sucá deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sucá é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuoso, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, deve ter uma vista para o céu.

sucá é um abrigo temporário, improvisado, construído às pressas. E, no entanto, ela é um símbolo de permanência e continuidade. É tão frágil, tão precária, tão instável e, no entanto, sobreviveu a tantos impérios, tantas revoluções porque na verdade seu sustento é divino. É somente o Senhor quem nos pode sustentar!

A sucá é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra – fácil de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.

O povo judeu tomou as palavras de Deus em Levítico 23 “habitareis” em seu sentindo literal. Eles interpretaram a palavra “habitar” como significando que se devia comer e dormir na sucá, e não apenas construí-la. Nenhuma bênção é recitada quando se constroi a sucá, pois a ordem fundamental é “habitar” na sucá e não meramente construí-la. Uma bênção é recitada imediatamente antes de comer e dormir na sucá.

O uso de quatro espécies de plantas é prescrito em Levítico 23.40: “…tomareis fruto de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeira…” A Bíblia não especifica com precisão quais as espécies de árvores e frutas devem ser usadas. As autoridades judaicas deduziram e a tradição consagrou que “a fruta de árvore formosa” significa a cidra (etrog); “ramos de palmeiras” seriam ramos da tamareira (lulav); “ramos de árvores frondosas” referindo-se ao mirto (hadassim); e “salgueiros de ribeira” ao familiar salgueiro (aravot). Essas quatro espécies formam o molho de sucot que seguramos e abençoamos em cada dia da semana durante a Festa dos Tabernáculos.

Diariamente, durante a semana de sucot (exceto no Shabat), pegamos na mão direita as três espécies de ramos, na mão esquerda a cidra, recitamos uma bênção, em seguida juntamos as mãos e agitamos o molho para todos os lados, para cima e para baixo – manifestando nossa alegria e indicando que a presença de Deus está em toda a parte.

A Festa dos Tabernáculos tinha dois aspectos distintos na época do Templo. Uma parte da festa era consagrada ao louvor e ações de graça. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir à marcha dos sacerdotes que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar. Era um cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de branco, instrumentos musicais, corais. Os levitas se faziam acompanhar por músicos em instrumentos de corda, sopro e percussão durante a recitação dos Salmos 113 a 118 – (Hallei) especialmente as palavras messiânicas do Salmo 118, versos 25 e 26: “Ó Senhor, salva, Te pedimos! Ó Senhor, nós te pedimos, envia-nos a prosperidade. Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse ritual de derramamento de água simbolizava ações de graça pela chuva que possibilitou a colheita do ano. Orações por mais chuva eram feitas para possibilitar a colheita da próxima estação.

Esse ritual simbolizava também a alegria espiritual e salvação.

A cada dia, durante o período da Festa, os sacerdotes rodeavam o grande altar de sacrifícios, uma vez, agitando suas palmeiras em todas as direções. Os ramos eram seguros juntos na mão direita, e a cidra, na mão esquerda.

No sétimo dia, chamado “Hoshana Rabbah” que significa “A grande Salvação”, os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118.

Durante os sete dias de sucot, o grande altar de sacrifício recebia um número de sacrifício maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros e 7 bodes (Números 29.12-34).

Em relação aos 70 novilhos o Talmud ensina que “as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel”.

Segundo ponto alto das comemorações eram os festejos. À noite, as multidões festejavam com banquetes e ainda cantavam e caminhavam pelas ruas portando tochas. Eram também colocadas tochas que iluminavam o átrio do Templo. Nesses momentos demonstravam sua gratidão a Deus desfrutando as boas coisas da vida e o prazer de gozarem a companhia uns dos outros.

Foi a essa festa que os irmãos de Jesus se referiram quando insistiram com Ele para que seguisse para Jerusalém (João 7.1-9). O Senhor rebateu suas palavras sarcásticas, mas depois, ocultamente, foi para Judéia. Durante a Festa, Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede para irem a ele e beber (João 7.37). Isso pode ter sido uma referência à água derramada no altar durante a Festa.

2 – O SIGNIFICADO PROFÉTICO

A Festa dos Tabernáculos tem um significado profético.

O profeta Amós, antevendo a vinda do Messias, escreveu: “Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas, e, levantando-o das suas ruínas restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade”. (Amós 9.11).

O povo judeu ainda hoje aguarda a vinda do Messias. A preservação misteriosa de Israel pode ser para o cumprimento do propósito de Deus de Israel se tornar o “tabernáculo de Davi, seu Rei”.

Judeus e gentios podem ser incorporados à casa ou família de Deus e assim tornar-se Seu tabernáculo – Seu lugar de moradia com a aceitação do Messias. Devemos lembrar que Deus já havia feito provisão para a inclusão dos gentios crentes dentro da aliança mosaica “a mesma lei haja para o natural (israelita) e para o forasteiro (gentio) que peregrinar entre vós”. (Êxodo 12.49).

O profeta Zacarias predisse que na era messiânica: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos”. (Zacarias 14.16-21).

O profeta Miquéias profetizou: “… uma nação não levantará contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra”.(Miquéias 4.3).

A Festa dos Tabernáculos fala da alegria do Messias tabernaculando em nosso meio. É época de regozijo, de plenitude.

Podemos ver também Jesus, nosso Messias, tipificado no ritual do derramamento da água. No evangelho de João, capítulo 7, temos um relato da Festa dos Tabernáculos que foi a última que Jesus participou.

Podemos imaginar a cena grandiosa: o grande cortejo de sacerdotes vestidos de branco, os levitas, os instrumentos, o derramamento da água no altar… e Jesus, em pé, nas sombras das grandes colunas do templo observando. Ele, o Eterno, o Filho de Deus, o Logos, a Palavra Viva que se fez carne, Aquele quem falou através da Lei dada no Monte Sinai para que se observasse a Festa dos Tabernáculos. Agora Ele estava ali, em pessoa, vendo a observância de uma ordenança Sua.

Assim que o cortejo passou com o clamor nos lábios do Salmo: “Ó Senhor, salva, Te pedimos…” Jesus se levanta e sua voz explode num grito carregado de misericórdia: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7.37-38).

Ali estava em pessoa Aquele de quem os profetas haviam falado. Ele era o cumprimento de todas as promessas. O Messias veio e tabernaculou entre nós. (João 1.14).

“Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas; e vós os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e azeite. Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão: e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis promessas a Davi”. (Isaías 55.1-3).

Através de Seu Espírito que seria derramado em vasos humanos Deus promete tirar de nós o coração de pedra e nos dar uma nova natureza.

“Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”. (Isaías 44.3).

“O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas não faltam”. (Isaías 58.11).

“E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões. Até sobre vossos servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no Monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar”.  (Joel 1.28-32).

RESUMO PROFÉTICO DA FESTA DE TABERNÁCULO PARA OS CRENTES EM YESHUA, JESUS O MESSIAS:

“O verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.14). A palavra “habitou” no grego é “Skeneseii” e significa tabernaculou entre nós. Isto é, Jesus veio na sua 1a. vinda para fazer morada no coração daquele que confessa e o recebe como Senhor e Salvador!

O centro da Festa de Tabernáculo é Jesus, o Messias. Chegará sua 2a. vinda, quando se cumprirá integralmente o profeta Zacarias (cap. 14.16-21).

Todas as nações, todos os anos, subirão a Jerusalém para celebrarem a Festa de Tabernáculo com o dono da Festa, o Rei Jesus.

É interessante notar no texto de João 7.37-38, quando Jesus deixou para falar no último dia da festa, o sétimo dia, que era o ápice da comemoração, sobre a tremenda e gloriosa mensagem que Ele era a Fonte Eterna de água viva, na qual ninguém teria mais sede. O sétimo dia é também um sinal do milênio. Podemos imaginar com base na tradição judaica em se jogar água sobre o altar de sacrifício do Templo, simbolizando não só a purificação, mas também as preces para que houvesse abundância de chuvas no ano novo.

A Bíblia diz que Yeshua clamou, isto é, gritou em alta voz: “Se alguém tem sede venha a mim e beba”. Isto é, Ele é o verbo, a Palavra-viva. Paulo em Efésios 5.25 diz que a Igreja, que somos nós, precisamos ser sem rugas e defeito por meio da lavagem de água que é a Palavra de Deus, Jesus.

É lindo poder entender e receber estas revelações.

Yeshua prepara sua noiva pela “lavagem de água, pela Palavra”.

A Festa de Tabernáculo é, portanto, momento de grande alegria para o Corpo do Messias, Yeshua tabernaculando em nós; Yeshua vindo como Rei para os Judeus e as nações, Jesus reinando por 1000 (mil) anos com a sua Igreja.

Urge que a Igreja de Yeshua HaMashiach tome posse do Espírito da Palavra, do contexto da relação Israel x Igreja, do tempo de Deus que corre paralelo a ambos.

Urge que o Corpo do Messias se aproxime com profundo amor pelo conhecimento das Escrituras, como um livro escrito por judeus no contexto e nas tradições do povo judeu. Yeshua é  judeu, viveu com um judeu zeloso com a lei e continuará sempre judeu. Ele é o mesmo, o Eterno, o de ontem, de hoje e o de sempre.

Hag Sucot Sameach!

Autor: Marcelo M. Guimarães – Rabino messiânico ordenado pelo Netivyah Bible Instruction Ministry – Jerusalem-Israel. Fundador do Ministério Ensinando de Sião e da Congregação Har Tzion em Belo Horizonte.


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Texto (Alimento 1×3) – Pr. Paulo Pereira / Revisão: Mônica Pinheiro / Pesquisa e edição: Orlando Neto

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A Comunidade Amai-vos foi fundada em 02 de abril de 2002 pelos pastores Paulo e Tânia Pereira. Ela nasceu do anseio de levar ao mundo a única fonte capaz de saciar a sede da alma: Aquele que é a Água da Vida, Jesus Cristo. Somos um povo chamado para restaurar, acolher e transformar pessoas, guiados pelo amor de Cristo e pela esperança que nunca se apaga.

Sonhamos com uma comunidade onde lares sejam fortalecidos, corações encontrem descanso e cada vida reflita a luz do Evangelho. Nossa visão é formar discípulos enraizados nos princípios do Reino, onde homens se tornem sacerdotes, mães e esposas edifiquem seus lares com sabedoria, e filhos cresçam como herança bendita, modelados pela obediência e pelo amor.

Sabemos que não estamos sozinhos, pois fazemos parte de algo muito maior: o Corpo de Cristo. Cada igreja espalhada pela terra é um reflexo desse grande chamado, e nós, como Comunidade Amai-vos, temos o privilégio de ser um pedaço dessa obra divina, unidos a todos que proclamam o nome de Jesus.

Nosso chamado é viver o Reino de Deus, ser expressão do Corpo de Cristo e deixar que o Espírito Santo governe cada ume nossos passos. Cremos na paternidade espiritual que edifica, na missão de estender as mãos ao órfão, à viúva e ao necessitado, e na certeza de que a graça sempre escreve novos começos.